sábado, 6 de março de 2010
Paixões?
Há uma cena no filme "O segredo de seus olhos" que de forma geral resume todo o conteúdo do que o diretor quer dizer.Um amigo fala para outro que na vida você pode trocar de emprego,de mulher,até de sexo já é possivel digo eu,mas não troca jamais de paixão,quando ela se insinua é para sempre,sem jamais dar sinal de esmorecimento,sem deixar qualquer dúvida de qual é o objeto da paixão.Particularmente discordo da forma como hoje se define a paixào,como sendo algo quase exclusivo do futebol e seus torcedores,naquilo que eu entendo como fanatismo ou, suavizando um pouco, uma transferência emocional que de tão intensa se torna irreversível.Paixão para mim só pode ser sentida por algo com que se possa interagir,algo que tenha possibilidades de dar respostas objetivas ,palpáveis,sem que isso signifique concordância.Não consigo aceitar essa coisa que chamam de paixão que se tem por algum animal,cahorro,gato(mais fáceis de entender)e por time de futebol,que é algo ilusório,sem consistência física e emocional,onde mais parece a existência de um amor desmedido e infinito,que temos essa paixão por nós mesmos porque amamos algo que sabemos é irreal mas que acreditamos existir.Dificil explicar,mas parece o cachorro mordendo o próprio rabo para ao mesmo tempo satisfazer a vontade de morder e reagir a essa dor mesmo que isso lhe cause mais dor.Complexo demais para aceitar que se tome atitudes extremas e plenas de consequências quando sabemos igualmente que aqueles que defendem a razão dessa paixão,amanhã é bem possível que sejam os causadores de nossas tristezas e angústias.Paixão para mim só entre dois seres humanos,que podem ou não se tocarem,se amarem,se odiarem,porque existe uma via de mão dupla.Um time de futebol ama ou tem paixão por seus torcedores fanáticos ou não?
quarta-feira, 3 de março de 2010
Butão existe!
Na cidade de Tashigang,no país chamado Butão,que fica entre a China e a India ,uma moça de 25 anos foi sentenciada pela autoridade local,não imagino que padrão de autoridade é,a permanecer 18 dias na casa de seus pais e proibida de sequer ver o marido.Acontece que o referido dito cujo queixou-se ao sacerdote que Fanisqua,o nome da moça,o obrigava a fazer sexo todos as noites e que ele não estava aguentando,ela era uma ninfomaníaca ,enquanto ele não atendesse seus anseios não lhe deixava dormir e pela manhã tinha de ir trabalhar.Como as normas vigentes por lá permitem tal tipo de interferência a moça foi castigada e obrigada a ficar em jejum.Takhuoro acrescentou ainda que havia noites que Fanisqua exigia repeteco e quando ele não conseguia ela ficava uma fera e o xingava.Avaliando tudo isso restam algumas questões que não se sabe se terão respostas:18 dias a ver navios deve fazer Fanisqua voltar com a corda toda e parece pouco tempo para recuperação conveniente de Takuoro,E como será,ela vai conseguir se segurar?Lá em Tanishanga não existe divórcio e jamais alguma mulher foi abandonada por homem.Pobre maridão?Se fosse por aqui quais os adjetivos que colocariamos em cada um deles?Como sugestão poderiamos dizer que quem tem o ouro é Fanisqua e que o taco de Takhuoro falhou.
terça-feira, 2 de março de 2010
Próprios pensares!
Interessante como em algumas ocasiões uma pessoa se apega a um texto e faz dele um ponto de referência a si mesmo,quando na realidade isso não é verdade,foi apenas uma impressão passageira que de alguma forma chamou atenção.E,ao adicionar a seus conceitos aquelas idéias, na imensa maioria das vêzes uma bobagem,vão de encontro e negam tudo o que no passado defenderam e onde se espelharam.Parece que é necessário que sempre esteja ao lado alguém que consiga ver melhor e não as deixe expressar uma sensação passageira como se fosse algo definitivo.Isso não é questão de falta de cultura,é muito mais uma ausência de credulidade em si mesma e uma falta de argumento convincente e pessoal e quando questionadas não sabem o que responder,pois não foram o autor da idéia.Pensar racionalmente de vez em quando é salutar.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Caipira e filosofia!
Falava um filósofo do dia a dia que o melhor momento de encaminhar a solução para um problema que esteja nos afligindo teria de ser entre a segunda e a terceira caipira.Durante a primeira não era o momento adequado porque ainda temos a visão contrariada da situação,como se o problema a ser enfrentado fosse um inimigo e inimigo dispensa comentários.Já na segunda caipirosca os neurônios insatisfeitos começavam a se acomodar e invés de discutir buscavam soluções,mesmo que muitas delas filosóficas ou sem estrutura suficiente.Mas,e aí é que estava o xis da questão,no decorrer da terceira já estavam conhecidas quais as pedras onde se tropeçou e sabendo onde aconteceu havia grande chance de não repetir o passo e continuar a trajetória desviando dos degraus e buracos que surgirem.E,acrescentava,ditando sabedoria,as melhores soluções sempre vem da nossa própria cabeça,pois se sabemos onde e o quanto dói é mais racional nós mesmos estancarmos o sangue,sem ter necessidade de pedir ajuda à outros,isso se realmente temos essa vontade,pois pode ser o caso de masoquismo,deixar sangrar sem nunca se esvair.Depois,quando a decisão já está tomada e delineada,pode pedir outra dose.
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